Bebê ariano perfeito usado em propaganda nazista era uma criança judia

O concurso “Bebê ariano ideal” promovido pelo partido nazista em 1935 elegeu uma criança judia. A história é contada por Hessy Taft, a criança fotografada, agora com 80 anos.

Antes de a Segunda Guerra Mundial começar, sua mãe levou-a para ser fotografada por Hans Ballin em Berlim. Depois soube pelo próprio fotógrafo que a foto de Hessy com seis meses de idade tinha sido enviada para o concurso “Bebê ariano perfeito”, pois queria ridicularizar os nazistas. O pai de Hessy chegou a ser preso pela Gestapo em 1938, mas com a intervenção de seu contador, membro do partido nazista, acabou libertado. Depois da prisão, a família mudou-se para Paris.

“Agora eu posso dar risada”, disse Hessy. “Porém, se os nazistas soubessem (naquela época) quem eu realmente era, eu não estaria viva”. Ela diz ter alguma satisfação na pequena vingança da qual fez parte involuntariamente.

Hessy Taft segurando o exemplar da revista nazista ‘Sonne ins Haus’ com sua foto na capa

Hoje Hessy trabalha em Nova York como professora de química. Ela doou o exemplar da revista com a sua foto na capa ao Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Israel.

Fontes: http://rapaduracult.blogspot.com.br/2014/07/bebe-ariano-perfeito-usado-em.html

http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2014/07/bebe-ariano-ideal-cuja-foto-foi.html

Imagens: http://imguol.com/c/noticias/2014/07/02/2jul2014—a-professora-hessy-taft-80-segura-o-exemplar-da-revista-nazista-sonne-ins-haus-judia-a-crianca-foi-eleita-como-o-bebe-ariano-perfeito-sem-que-o-partido-nazista-soubesse-sua-origem-1404331969824_300x300.jpg

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Sugestão de filme

Como dica da semana trazemos o filme brasileiro Olga, que ilustra temas como a Segunda Guerra Mundial, o Nazismo, o comunismo e a Era Vargas.

Filme: Olga

Ano: 2004

País: Brasil

Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência.

 

Sugestão de leitura

Trazemos hoje duas dicas de leitura sobre a Segunda Guerra Mundial. O primeiro livro é de ficção e, o segundo, é baseado em uma história real.

Livro: A menina que roubava livros

Autor: Markus Zusak

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O livro traz a trajetória de Liesel Meminger , sua história é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática conhecida com “Morte”. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

Livro: A Mala de Hana – Uma História Real

Autora: Karen Levine 

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O livro “A Mala de Hana” conta a história de uma garota judia chamada Hana Brady, nascida em 16 de maio de 1931, em uma pequena cidade da atual República Tcheca, Nove Mesto. Hana vivia em completa alegria e harmonia com seus pais e seu irmão, George, até que o Holocausto começou.