Sugestão de filme

Filme: Guerra de Canudos

Ano: 1997

Diretor: Sérgio Rezende

Produzido por: Columbia Pictures do Brasil

Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família com opiniões conflitantes sobre Conselheiro.

Imagem e Resenha: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-118416/

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O coronelismo e o voto obtido pelo medo

A concretização do modelo federalista republicano e o aumento das oligarquias agrárias ao poder fez surgir um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos da época: o coronelismo. O coronelismo expressou as particularidades do desenvolvimento social e político do Brasil. Ele foi resultado da junção das formas modernas de representação política e de uma estrutura fundiária antiga baseada na grande propriedade rural.

Mesmo com o direito ao voto estar presente na Constituição, a grande maioria dos eleitores habitavam o interior e eram muito despolitizados, o que levou os donos de terra a controlar o voto e a eleição baseado em seus interesses.

O “coronel”, que geralmente era um proprietário de terra, foi a peça central no processo de controle do voto da população camponesa. Respeitado pelo medo, a influência e o poder político do coronel ascendiam a medida em que ele conseguisse assegurar o voto dos eleitores para os seus candidatos. Por meio do emprego da violência e também da troca de favores, os coronéis forçavam os eleitores a votarem nos candidatos que convinha aos seus interesses. Era o chamado voto de cabresto.

Imagem: Rafael Lucino

Sugestão de leitura

Livro: Essa tal Proclamação da República

Autor: Edison Veiga

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A República foi proclamada em 15 de novembro de 1889. Porém, você sabe o que aconteceu meses antes do fim do Império? Com linguagem irreverente, o autor revela os fatos que antecederam a expulsão de Dom Pedro II e da família imperial, como a ascensão da cafeicultura, a promulgação da Lei Áurea, a Guerra do Paraguai, o baile da Ilha Fiscal, a briga entre a maçonaria e a Igreja Católica, e a revolta dos militares; apresenta os personagens que participaram da queda da Monarquia; faz um panorama da sociedade brasileira do século XIX, e conta a história dos hinos e da bandeira nacional.

Imagem: http://entretenimento.r7.com/jovem/noticias/essa-tal-proclamacao-da-republica-traz-fatos-historicos-de-forma-descontraida-20101105.html

Resenha: https://pandabooks.websiteseguro.com/livro/332/essa-tal-proclamacao-da-republica.html

10 curiosidades sobre a proclamação da República

1. Nada de Marechal Deodoro da Fonseca. O primeiro a dar o grito da República (e também da Independência) foi o sargento-mor e vereador de Olinda (Pernambuco) Bernardo Vieira de Melo. O militar lançou a proposta em 10 de novembro de 1710 porque estava insatisfeito com a exploração abusiva do país pelos monarcas portugueses. A Câmara da capital pernambucana rejeitou o pedido. A Independência do Brasil, de fato, só viria a se concretizar depois de 112 anos, e a formação da República, 179 anos mais tarde. 

2. Ao proclamar a República, no dia 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca estava com um ataque de dispneia. Foi tirado da cama no meio da noite para comandar o cerco ao Ministério. Foi sem a espada, porque seu ventre estava muito dolorido. O cavalo baio número 6 que usou não foi mais montado até a sua morte, em 1906.

3. Deodoro havia decidido apoiar os republicanos quatro dias antes: “Eu queria acompanhar o caixão do Imperador, que está idoso e a quem respeito muito. Mas o velho já não regula bem. Portanto, já que não há outro remédio, leve à breca a Monarquia. Nada mais temos a esperar dela. Que venha, pois, a República”, disse.

4. Quando passou pelo portão do Ministério da Guerra, o marechal acenou com o quepe e ordenou às tropas que se apresentassem. As tropas se perfilaram e ouviram-se os acordes do Hino Nacional. Estava proclamada a República. Não houve derramamento de sangue. O único que se feriu foi o Ministro da Marinha, José da Costa Azevedo, que reagiu à voz de prisão.

5. Dom Pedro ficou sabendo da movimentação de tropas no Rio de Janeiro quando estava numa casa de banhos em Petrópolis.

6. Mesmo depois de proclamada a República, ninguém quis levar o telegrama com a notícia para D. Pedro II, que estava em seu palácio em Petrópolis. No meio da noite, o major Sólon Ribeiro foi ao encontro do Imperador, que teve que ser acordado. Na verdade, com medo de manifestações a favor da monarquia, os líderes do movimento pediam que D. Pedro II e sua família partissem naquela mesma madrugada. Dizem os relatos que a Imperatriz Teresa Cristina chorou, que Isabel ficou muda e que o Imperador apenas soltou um desabafo: “Estão todos loucos!”

7. Antes de viajar, no dia 17 de novembro, Pedro II escreveu uma mensagem para o povo brasileiro: “Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranhado amor e dedicação durante quase meio século, em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, eu com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade.”

8. No momento de embarcar, o Imperador recebeu um convite de seu sobrinho Dom Carlos, rei de Portugal, colocando à sua disposição um dos seus palácios em Lisboa. Pedro agradeceu, mas não aceitou a oferta.

9. No dia 5 de dezembro de 1889, o navio Alagoas chegou a Lisboa. A viagem da família real durou 18 dias. Apesar de ter sido recebido com honras, ele preferiu se hospedar com a Imperatriz Teresa Cristina num hotel na cidade do Porto. Depois de 23 dias, Teresa Cristina faleceu no quarto do hotel.

10. Pedro II morreu deitado num travesseiro que ele encheu com terra brasileira.

Fonte: http://guiadoscuriosos.com.br/categorias/2548/1/republica.html