Coletânea de sugestões

Livro: Honoráveis bandidos

Autor: Palmério Dória

Gênero: Reportagem

Ano: 2009

O livro foi escrito pelo jornalista Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do País, nele conta toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente.Narra o mar de lama em que vive a família Sarney e o espírito camaleônico do atual presidente do Senado, que já esteve ao lado dos militares durante a ditadura, depois pulou para o barco dos defensores das diretas se tornando vice de Tancredo Neves até os dias atuais como principal aliado do governo do PT e de Lula.

São 208 páginas de leitura saborosa a partir dos títulos de capítulos, atrevidos e maliciosos, considerado como um livro arrasador muito deles chegaram  às bancas e livrarias da capital maranhense devido ao boicote empreendido pela mídia controlada pela família Sarney.

Filme: Lula, o Filho do Brasil

Diretor: Fabio Barreto

Ano: 2010

1945, sertão de Pernambuco. Menos de um mês após Aristides (Milhem Cortaz) partir para São Paulo com uma mulher bem mais nova, dona Lindu (Glória Pires) dá a luz ao seu sétimo filho: Luiz Inácio da Silva, que logo ganha o apelido de Lula. Sem ter a quem recorrer, Lindu cuida da família sozinha. Três anos depois Aristides retorna, acompanhado de Sebastiana, sua filha. Uma semana depois ele parte mais uma vez, deixando o bebê e levando consigo Jaime (Maicon Gouveia), o segundo filho mais velho. Durante a seca de 1952 a família recebe uma carta de Aristides, chamando-a para viver com ele em São Paulo. Lindu vende tudo o que tem e viaja para São Paulo, junto com os filhos. Ao chegar descobre que a carta era falsa. Quem a escreveu foi Jaime, que já não aguentava mais os maus tratos do pai. A família passa a viver em Santos, onde Aristides vivia com outra mulher e trabalhava como estivador. Vivendo em condições precárias, a família ainda precisa lidar com a crescente violência de Aristides.

Livro: A História de Lula – O Filho do Brasil

Escritora: Denise Paraná

Ano: 2009

O relato emocionante da origem do torneiro-mecânico, eleito presidente da República, e de como seu amor pela mãe fez com que ele transformasse o impossível em realidade.

Pouco depois da cerimônia do seu primeiro casamento, na hora de partir para a lua de mel, Luiz Inácio, caçula de dona Lindu, agarrou a mãe e desatou a chorar. Ia morrer de saudades. Ele se recompôs e viajou com sua mulher, mas voltou antes do planejado, de tanta falta que sentia de dona Lindu.

O episódio, relatado neste livro por Denise Paraná, dá a dimensão da ligação entre Lula, na época dando seus primeiros passos no sindicalismo, e sua mãe. Não é de se espantar, portanto, que a figura de dona Lindu –uma mulher cuja meta de vida era criar os oito filhos de maneira digna– tenha norteado a existência do homem que é hoje um dos políticos mais influentes do mundo. Foi graças ao exemplo dela que Lula conseguiu superar as inúmeras tragédias e desafios que surgiram no seu caminho.

“A História de Lula – O Filho do Brasil” revela a importância da mãe para a formação do líder e mostra como um menino tímido se transformou, nos anos 70, no principal sindicalista brasileiro.

O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vida de Lula, como os maus tratos sofridos na mão do pai alcoólatra, o acidente que lhe custou um dedo e a morte de sua primeira mulher e do filho que ela estava esperando.

Minissérie: Amazônia – de Galvez a Chico Mendes

Ano: 2007

Amazônia – de Galvez a Chico Mendes foi uma minissérie brasileira produzida e exibida pela Rede Globo. Foi escrita por Glória Perez com pesquisa de Bianca Freire-Medeiros, Giovanna Manfredi e Sandra Regina, trilha sonora de Alexandre de Faria, dirigida por Pedro Vasconcelos, Marcelo Travesso, Carlo Milani, Roberto Carminati e Emílio Di Biasi, com direção geral de Marcos Schechtman. Foram exibidos 55 episódios, sendo 41 na primeira fase, 10 na segunda e 4 na terceira.

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A minissérie narra a história do Acre, a última região a ser anexada ao território brasileiro. Durante muitos anos, o estado, antes boliviano, atraiu nordestinos e estrangeiros que deixavam suas cidades em busca de uma vida melhor através da extração do látex. 

A minissérie é dividida em três fases. A primeira começa em 1899, no Acre, e mostra a vida nos seringais no período áureo da borracha, quando apenas a região era produtora do material e despertava o interesse do mundo inteiro. Nesse meio está o seringalista Firmino (José de Abreu), proprietário de um seringal próspero que atrai outros seringalistas. No entanto, o coronel monopoliza os produtos à venda no armazém e estabelece preços abusivos. Além disso, os seringueiros são obrigados a vender para o dono do seringal onde trabalham o látex que conseguem. A partir daí, tem-se a luta entre o coronel e os seringueiros, reivindicando seus direitos.

Ainda na primeira fase, mostra-se a chegada de Luiz Galvez (José Wilker) em Manaus, onde abre uma casa notura, com a ajuda de uma amiga, frequentada pelos grandes coronéis da borracha. Através do cabaré, Galvez descobre que a Bolívia está prestes a arrendar a região do Acre a um consórcio anglo-americano e decide iniciar um movimento pela conquista do Acre.

Enquanto isso, Plácido de Castro (Alexandre Borges), jovem militar gaúcho, decide tentar a sorte no norte do país, demarcando seringais na Amazônia.

A segunda parte da minissérie tem início na década de 1940. A fase retrata o período de decadência da borracha e é contada através de tramas ficcionais. Com a plantação organizada das seringueiras na Malásia, o Brasil perde a liderança na produção e vê o preço do látex cair no mercado. Nessa segunda fase, toda a riqueza decorrente do ciclo da borracha estava distribuída desigualmente, o que acentuava ainda mais a diferença entre as classes dominantes e os seringueiros.

A terceira fase da história se passa na década de 1980 e apresenta Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes) adulto, a terceira figura emblemática na história do Acre. Preocupado com a exploração desenfreada da floresta amazônica e a precária situação dos seringueiros, Chico Mendes decide se organizar para lutar por mudanças. Além da desvalorização dos seringais, da exploração dos fazendeiros locais, que desmatavam as áreas para transformá-las em pastos de gado, a construção da Transamazônica também leva prejuízo para a região. Chico Mendes une seringueiros e índios em uma grande frente e desperta a revolta dos fazendeiros locais.

Fontes:

Livraria Folha

Americanas

Adoro Cinema

Site do PSTU

Geração Editorial

Saraiva

Imagens: 

Imagem I

Imagem II

Imagem III

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