Museu do Apartheid: uma viagem ao período da segregação racial

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O Museu do Apartheid está localizado em Joanesburgo, a cidade mais populosa da África do Sul. Essa cidade abriga Soweto, a maior township (favela) sul-africana e um dos principais cenários da luta contra o regime. O museu foi inaugurado em 2001, quando os donos do local foram obrigados a desenvolver um projeto de responsabilidade social em uma área de puro entretenimento. Parte do cassino dava lugar a uma atração político-social que se tornou um dos programas imperdíveis de Joanesburgo.

O Museu do Apartheid reúne um acervo interminável sobre a cronologia do regime de segregação, que vigorou de 1948 a 1994. Uma infinidade de vídeos, fotos, objetos, recortes de jornais e testemunhos escritos direcionam o visitante para uma realidade sombria, na qual viveram os negros por décadas consecutivas.

As armas usadas para combater o apartheid, o massacre em Soweto que arrancou a vida de centenas de estudantes, fotos de líderes históricos como Steve Biko, Desmond Tutu, Joe Slovo e Nelson Mandela estão por toda parte, assim como os discursos do governo sul-africano que insistia em sustentar o apartheid, fazendo uso de justificativas inspiradas no nazismo.

A reconciliação pública entre brancos e negros durante a final da Copa do Mundo de Rugby, em 1995, também ganha destaque no acervo. A vitória na Copa fez com que os sul-africanos esquecessem as diferenças, por pelo menos um curto período, e se unissem, transformando o retalhado país em um único.

O interessante nesse museu é que os ingressos dividem os visitantes em brancos e não-brancos, fazendo-os passar por entradas diferentes, com o intuito de proporcionar certo desconforto aos visitantes e transportá-los a uma época anterior, onde predominava a política de segregação racial.

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Fotos e painéis ilustram o caminho que dá acesso ao museu, um labirinto claustrofóbico de arames farpados e forcas sobre as cabeças.

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O conjunto de cordas penduradas é simbólico e relembra centenas de líderes negros que perderam suas vidas na prisão.

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Fontes: http://turismo.culturamix.com/cultural/museu-do-apartheid

http://www.pordentrodaafrica.com/mandela/no-museu-do-apartheid-uma-viagem-ao-periodo-da-segregacao-2

Imagens: http://www.viagempelomundo.com/2013/07/museu-do-apartheid-em-joanesburgo-africa-do-sul.html

http://turismo.culturamix.com/cultural/museu-do-apartheid

http://www.meusroteirosdeviagem.com/2011/09/conexao-em-joanesburgo-o-que-fazer-em.html

http://webventureuol.uol.com.br/destinoaventura/in/gauteng/atracoes/atr/1402

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Dica de filme

Título original: The Battle of Algiers (La battaglia di Algeri)

Direção: Gillo Pontecorvo

Roteiro: Franco Solinas, Gillo Pontecorvo

Gênero: Drama/Guerra

Origem: Argélia/Itália

Duração: 117 minutos    

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A luta da Argélia para se tornar independente da França é narrada pela trajetória de Ali, líder da Frente de Libertação Nacional, desde o momento em que ele se une à organização, quando ainda era um pequeno ladrão, até sua captura, juntamente com os últimos líderes do movimento, e por fim a execução de todos pelo governo francês. Construído com um suspense crescente, o filme conta em paralelo a guerra dos rebeldes, fundada em métodos não convencionais, e as medidas cada vez mais extremas tomadas pela França. Banido por muitos anos na França e proibido no Brasil na época da ditadura militar, esse filme conquistou o prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza de 1966 e, em 1969, quando foi lançado nos Estados Unidos, recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de melhor direção e melhor roteiro original.

Desde o seu lançamento (1966), grande parte da crítica especializada aponta A Batalha de Argel como um dos melhores filmes de reconstituição histórica. O roteiro assinado por Franco Solinas e pelo diretor Gillo Pontecorvo, baseado nos relatos de Yacef Saadi (líder guerrilheiro, hoje senador, que também foi co-produtor e ator do filme, no papel de Jaffar), condensa um episódio da luta pela independência argelina. O filme foi rodado em Argel, nos mesmos locais em que os fatos ocorreram; a trama tem como cenário os bairros europeus, localizados na parte baixa da cidade, e a Casbah, parte alta de dois quilômetros quadrados e cerca de 80 mil habitantes.

Sob perspectiva marxista, o roteiro mostra o despertar da consciência política no personagem Ali La Pointe, analfabeto, trapaceiro de longa ficha policial, que convive com prisioneiros políticos na cadeia, ao mesmo tempo em que líderes políticos argelinos eram guilhotinados sob suas vistas. Ao sair da prisão, Ali procura a FLN (Frente de Libertação Nacional) e engaja-se na luta pela independência. Os franceses venceram a Batalha de Argel, mas não deteve a onda da descolonização, o que deu a sensação de que as independências das nações africanas realmente conduziriam os povos à liberdade.

Fontes:

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/saiba-mais/guia-indica-filmes-livro-entender-colonizacao-africa-529891.shtml

http://cinemacultura.com/?p=10111

http://blogdojoao.blog.lemonde.fr/2008/03/06/um-filme-sempre-atual-a-batalha-de-argel-1966/