Os campos de extermínio nazistas

TERMINAL DA MORTE

A estação de trem era a porta de entrada para Auschwitz, misto de campo de concentração, de extermínio e de trabalhos forçados. Os passageiros chegavam em vagões de carga superlotados, sem água, nem comida e em condições precárias de higiene – um balde em cada vagão servia de latrina.

MORTOS-VIVOS

Depois de desembarcar, os prisioneiros tinham seus bens confiscados e eram examinados por médicos. Os mais fortes iam para a área de trabalhadores escravos. Mas entre 70% e 75% dos recém-chegados eram mandados direto para a morte nas câmaras de gás.

CASA DO DESESPERO

A maioria dos prisioneiros de Auschwitz ficava em um dos 300 prédios de “moradia” do complexo. Infestados de ratos e vermes, esses ambientes abafados e sem água corrente abrigavam até mil presos cada um, que dormiam de lado para caber em camas coletivas de madeira para dez pessoas.

DE VOLTA AO PÓ

Depois da asfixia, os corpos dos mortos seguiam para a cremação em fornalhas. A fumaça da queima deixava o complexo com um cheiro de carne queimada, enquanto as cinzas eram pulverizadas ou usadas em plantações. Estima-se que 4700 pessoas podiam ser cremadas por dia em Auschwitz.

GÁS FATAL

A morte acontecia em 4 câmaras de gás subterrâneas – as vítimas eram mandadas para lá com a desculpa de que iam tomar um banho de desinfecção. De chuveiros falsos no teto saía o gás venenoso zyklon B, usado como inseticida. A asfixia durava de 3 a 20 minutos e podia matar até 2 mil pessoas por câmara.

DÁ CÁ O TEU

Numa área junto ao campo principal de Auschwitz ficava um depósito onde se armazenavam os bens confiscados dos prisioneiros – sapatos, roupas, jóias, dinheiro, óculos ou qualquer objeto de valor. A maioria dessas coisas era mandada para os nazistas na Alemanha.

MEDICINA MACABRA

Vários tipos de barbaridades médicas aconteceram em Auschwitz. Prisioneiros foram infectados com doenças contagiosas, grávidas tiveram o útero destruído, crianças receberam produtos químicos nos olhos (aparentemente para mudar sua cor) e cadáveres foram dissecados para testes genéticos.

JÁ PRO PAREDÃO

Nos barracões conhecidos como “quarteirão da morte” ficavam detidas as pessoas que perturbassem a ordem em Auschwitz. Lá dentro, os prisioneiros eram torturados e submetidos a julgamentos sumários. Depois, eram fuzilados no muro de execução, uma parede perto dos barracões.

VELÓRIO ROUBADO

Quando todas as vítimas estavam mortas, alguns dos próprios prisioneiros entravam na câmara usando roupas especiais para retirar os mortos. Em seguida, usavam-se maçaricos para derreter o ouro das obturações de dentes dos mortos, produzindo de 5 a 10 quilos do metal por dia.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-um-campo-de-exterminio

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Sugestão de livro

Título: Para entender o poder – o melhor de Noam Chomsky

Autor: Noam Chomsky

Organizadores: John Schoeffel e Peter R. Mitchell

Editora: Bertrand Brasil

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Noam Chomsky é reconhecido como um dos mais proeminentes e notórios intelectuais da era moderna. Durante os últimos trinta anos, os mais diversificados públicos se reuniram para ouvi-lo em palestras com lotação esgotada. Neste livro, os autores selecionaram o que há de melhor nas declarações de Chomsky sobre o passado, o presente e o futuro das políticas do poder. Numa série de discussões abrangentes e esclarecedoras – publicadas aqui pela primeira vez -, Chomsky reinterpreta de forma radical os acontecimentos das últimas três décadas, cobrindo assuntos que vão da política externa durante a Guerra do Vietnã até o declínio da assistência social no governo Clinton. Ao elucidar a relação entre política externa imperialista dos Estados Unidos e as iniqüidades sociais cometidas no próprio país, Chomsky também aponta as medidas necessárias para as mudanças sociais. Com um olho tanto no ativismo político e no papel da mídia nas lutas populares quanto nas políticas interna e externa dos Estados Unidos, ‘Para entender o poder’ é o Chomsky por excelência. Caracterizado por um estilo informativo e acessível, este é um livro ideal para seus novos leitores e para aqueles que o acompanham há anos, pois reúne as declarações de um dos mais notáveis pensadores e ativistas políticos de nossa época. As discussões nele contidas abrangem uma vasta série de assuntos – do funcionamento da mídia moderna à globalização, do sistema educacional às crises ambientais, do complexo industrial-militar às estratégias dos ativistas políticos e muito mais – e apresentam uma perspectiva revolucionária para avaliar o mundo e compreender o poder.

Fonte: http://www.livrariacultura.com.br/p/para-entender-o-poder-o-melhor-de-noam-chomsky-1039497

Documentário retrata bastidores do golpe contra Hugo Chávez

Há cerca de uma década atrás, uma série de protestos em Caracas, capital da Venezuela, deu início a um dos golpes de Estado mais curtos da América Latina. Por 47 horas, uma aliança liderada pelos grandes grupos de mídia, empresários, setores da Igreja Católica e militares depôs o presidente Hugo Chávez, impôs um novo chefe de Estado, dissolveu garantias constitucionais e dividiu o país. Sem respaldo da maioria da população, das Forças Armadas e da comunidade internacional, a ação fracassou e o presidente democraticamente eleito foi restituído ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano.

No ano de 2001, os cineastas irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain viajaram à Venezuela para fazer turismo politico e realizaram um documentário sobre o já então controverso presidente Hugo Chávez, que foi publicado em 2003.

Com o nome “A revolução não será televisionada”, a Seção Sindical dos Docentes da UFSM / ANDES lançou um,a  nota sobre isso.download

A Revoluçao nao sera televisionada