Mudanças no Iraque após o 11 de setembro

No dia 20 de setembro de 2011, poucos dias depois do atentado às Torres Gêmeas em Nova York e ao Pentágono, o PNAC (Project for a new American century) enviou um documento ao então presidente Bush pedindo que ele tomasse decisões importantes em todo o mundo para proteger os interesses internacionais dos norte-americanos. De acordo com o memorando, o terrorismo é um modelo de guerra “escondida”, que poderia estar escondido dentro da própria nação, e sua semente estava localizada no Oriente Médio.

De 2001 até 2004, os membros do PNAC apoiaram todos os atos de guerra empreendidos por George W. Bush, principalmente a chamada “guerra contrao terror”, que não encontrou nenhuma arma química ou biológica no Iraque, e age contra a Síria e o Irã, depois de influenciar a chamada “primavera árabe”.

Como a rede terrorista al Qaeda estava envolvida nos ataques, a atenção do governo estadunidense se voltou para o mundo muçulmano e para o Oriente Médio. A “luta contra o terrorismo”, liderada pelo presidente estadunidense teve como foco os principais desafetos do governo americano, o que foi denominado por ele como o “Eixo do Mal” formado por Iraque, Irã e Coréia do Norte.

A Invasão do Afeganistão ocorreu em função da recusa do grupo que estava no poder naquele país (os Talibãs), em entregar Osama Bin Laden, considerado o mentor dos Ataques de 11 de setembro. Em aproximadamente um mês após os atentados os Estados Unidos empreenderam uma ação militar contra aquele país, que culminou com a derrubada do governo Talibã, e a criação de uma base avançada estadunidense na fronteira com o Irã, outro Estado contrário à política estadunidense na região.

As relações entre os EUA e os países do Oriente Médio, excetuando seus tradicionais aliados, como Israel, Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Turquia, se tornou cada vez mais difícil, muito em função das ações adotadas pelo governo George W. Bush após os ataques terroristas de 11 de setembro.

Dez anos após os atentados, e com a presidência de Barack Obama nos Estados Unidos, as relações melhoraram razoavelmente, mesmo com a manutenção da tensão com o Irã e a instabilidade no Iraque e no Afeganistão. Além disto, a Primavera Árabe têm transformado substancialmente as correlações de força na região, em função da saída de antigos ditadores e pela possibilidade de transformação democrática destes países. Com a morte de Osama Bin Laden, e o enfraquecimento da rede terrorista al Qaeda, a doutrina Bush parece cair no esquecimento, e os efeitos políticos da luta contra o terrorismo para o Oriente Médio pôde entrar em uma nova fase, mais sóbria, menos política, e com o objetivo real de evitar ataques contra civis, e não como ferramenta de intervenção internacional.

Fontes:

http://fatoefarsa.blogspot.com.br/2013/08/projeto-para-o-novo-seculo-americano.html

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/11-de-setembro/2011/09/08/noticias_internas_11_de_setembro,249636/os-dez-anos-dos-atentados-de-11-de-setembro-e-suas-repercussoes-para-o-oriente-medio.shtml

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