O coronelismo e o voto obtido pelo medo

A concretização do modelo federalista republicano e o aumento das oligarquias agrárias ao poder fez surgir um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos da época: o coronelismo. O coronelismo expressou as particularidades do desenvolvimento social e político do Brasil. Ele foi resultado da junção das formas modernas de representação política e de uma estrutura fundiária antiga baseada na grande propriedade rural.

Mesmo com o direito ao voto estar presente na Constituição, a grande maioria dos eleitores habitavam o interior e eram muito despolitizados, o que levou os donos de terra a controlar o voto e a eleição baseado em seus interesses.

O “coronel”, que geralmente era um proprietário de terra, foi a peça central no processo de controle do voto da população camponesa. Respeitado pelo medo, a influência e o poder político do coronel ascendiam a medida em que ele conseguisse assegurar o voto dos eleitores para os seus candidatos. Por meio do emprego da violência e também da troca de favores, os coronéis forçavam os eleitores a votarem nos candidatos que convinha aos seus interesses. Era o chamado voto de cabresto.

Imagem: Rafael Lucino

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